It always starts with a small lie you tell yourself: “Hoje à noite só trato da cozinha.” Empilhas alguns pratos, limpas um pedaço da bancada, talvez acendas uma vela para fingir que está tudo sob controlo. Depois dás de caras com as mantas da sala que nunca dobraste. Ah, e aquela cadeira misteriosa onde toda a roupa limpa vai morrer. De repente, a casa parece uma grande acusação e tu estás preso no meio dela, esponja na mão, sem saber sequer por onde começar. Então fazes o que a maioria de nós faz: escolhes a confusão que grita mais alto e tentas calá-la.
Todos já passámos por aquele momento em que estás à espera de visitas, tens 45 minutos, e andas a correr entre divisões numa espécie de sprint de pânico doméstico. Cozinha, sala, casa de banho - cada uma a exigir ser a primeira. A “ordem certa” parece aquele conhecimento secreto de adulto que toda a gente aprendeu há anos. No entanto, há uma divisão que decide silenciosamente como vai correr toda a tua sessão de limpeza, e quase ninguém começa por lá. O estranho? Provavelmente não é a divisão em que estás a pensar agora mesmo.
A divisão que controla secretamente o teu estado de espírito
Pensa num dia em que a tua casa estava num estado lastimável. Loiça no lava-loiça, sapatos junto à porta, almofadas no chão, uma pequena avalanche de correio em cima da mesa. Provavelmente começaste pela cozinha ou pela sala, certo? São os espaços “públicos”, aqueles que os outros veem, aqueles de que nos envergonhamos. Limpamo-los primeiro porque estamos a arrumar para testemunhas, não para nós próprios.
Aqui vai a verdade silenciosa: a divisão que deves sempre limpar primeiro é o teu quarto. Não a cozinha, não a casa de banho, nem sequer o corredor que parece que uma caixa de achados e perdidos explodiu. O teu quarto é onde o teu dia realmente começa e acaba, quer dês por isso ou não. Quando esse espaço está caótico, não fica apenas com mau aspeto - sente-se
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